O governo brasileiro voltou de uma viagem a Washington nesta semana sem um sinal claro sobre a possibilidade de os Estados Unidos incluírem o Brasil em uma nova rodada de tarifas.
Atualmente, o Brasil está sujeito a uma tarifa temporária de 10% definida pelo governo americano, após a Suprema Corte dos EUA decidir que Donald Trump não poderia impor tarifas generalizadas usando uma lei que concede poderes emergenciais ao presidente.
A tarifa temporária deve ser encerrada em julho. Nesse mesmo mês, o governo Trump planeja retomar a série de tarifas globais do “Dia da Libertação”, com base na conclusão de investigações sobre práticas comerciais consideradas “desleais” de vários países, incluindo o Brasil.
A incerteza em relação ao novo tarifaço dos EUA foi tema de análise no programa WW desta sexta-feira (18). Lourival Sant’Anna comentou que a nova rodada de tarifas terá critérios técnicos e razões estruturais mais robustas, refletindo um estudo mais aprofundado por parte dos setores comerciais do governo Trump.
““O que vem agora é algo mais consistente e guiado pelos interesses econômicos americanos”, disse Lourival Sant’Anna.”
Thais Herédia destacou que o Brasil faz parte de um plano dos Estados Unidos para retomar as tarifas, já que o governo Trump precisa dos US$ 200 bilhões que deixaram de ser arrecadados devido à decisão da Suprema Corte.
““Scott Bessent está falando dia sim, e no outro, também: ele já está alertando que isso vai acontecer”, afirmou Thais Herédia.”
Jussara Soares mencionou que o momento de maior popularidade do presidente Lula ocorreu quando ele enfrentou os Estados Unidos e Donald Trump em relação a sanções aplicadas ao Brasil, incluindo a Lei Magnitsky.
““Eles (governo Lula) vão se equilibrar entre o ‘quero conversar’ e o ‘não vou deixar de fazer críticas’”, disse Jussara Soares.”


