O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta terça-feira (21) que uma brasileira estava entre as vítimas de um ataque a tiros nas pirâmides de Teotihuacán, no México. A jovem de 13 anos já teve alta hospitalar e está com a família.
O ataque ocorreu na segunda-feira (20) e resultou na morte de uma mulher canadense e ferimentos em 13 turistas. Segundo autoridades locais, o homem que cometeu o ataque planejou a ação com dias de antecedência.
O procurador-geral de Justiça do Estado do México, José Luis Cervantes Martínez, afirmou que a ação “não foi espontânea”. Ele explicou que “[o autor dos disparos] visitou a zona arqueológica, se hospedou e, a partir daí, planejou e executou a aproximação”.
O agressor, que tinha 27 anos e era natural de Tlapa de Comonfort, no estado de Guerrero, também tirou a própria vida após o ataque. O Gabinete de Segurança do México informou que ele carregava uma arma de fogo e uma arma branca, além de 52 cartuchos úteis de calibre .38 especial.
“Ele carregava também uma credencial do INE, um celular analógico, passagens de ônibus, mochila tática, literatura, imagens e manuscritos supostamente relacionados a eventos violentos que se acredita terem ocorrido nos Estados Unidos em abril de 1999”, acrescentou Cervantes.
Vídeos e fotos publicadas por veículos locais mostram um homem no topo de uma pirâmide, enquanto os turistas tentavam se proteger dos disparos. Uma guia turística, que pediu anonimato, relatou que estava descendo das pirâmides por volta das 11h30 (horário local) quando o indivíduo começou a atirar. Ela ouviu cerca de 30 disparos e afirmou: “Quando ele viu que estávamos descendo, ele começou a atirar em nossa direção. Os tiros eram direcionados para o ar e contra nós”.

