O Banco de Brasília (BRB) minimizou, em comunicado ao mercado, a compra de R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag, divulgada nesta quarta-feira, 9. A aquisição ocorreu após a gestora ser alvo de investigação relacionada à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O BRB afirmou que as informações apresentadas em uma reportagem não refletem adequadamente a natureza e a dinâmica das operações mencionadas. A reportagem indicava que o BRB adquiriu ativos que pertenciam ao Master e estavam investidos em fundos administrados pela Reag.
As transações teriam ocorrido após a Reag ser alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal. A reportagem também destacou que a maior parte dos ativos adquiridos pelo BRB teria características semelhantes às de estruturas de “fundo sobre fundo”, que foram apontadas pela PF como parte da fraude investigada.
Além disso, o BRB informou que as compras foram aprovadas pelas instâncias decisórias e pagas antes da elaboração de pareceres de risco que indicavam semelhanças entre os ativos e os investimentos sob investigação na Operação Carbono Oculto.
O BRB também esclareceu que parte das informações mencionadas na reportagem decorre de dados encaminhados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em caráter preliminar e sob sigilo, no âmbito de análises técnicas ainda em andamento. O banco comunicou que o caso já foi notificado à autarquia para as providências cabíveis.
Por fim, o BRB reafirmou seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e a adequada prestação de informações ao mercado.

