Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão desta quinta-feira (2) com uma queda de 2,99% na Bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em maio foi cotado a US$ 3.245 por tonelada.
A retração nos preços ocorreu em meio a preocupações com a demanda por chocolate. Segundo a Bloomberg Intelligence, as estimativas iniciais para as vendas de chocolate na Páscoa, período de maior consumo, indicam uma queda de cerca de 5% em relação ao ano anterior.
Além disso, a oferta elevada contribui para a pressão sobre os preços. Os estoques de cacau da ICE atingiram o maior nível em um ano e meio, somando 2.365.262 sacas.
Na mesma sessão, o contrato do açúcar futuro com vencimento em maio registrou uma queda de 1,90%, cotado a US$ 15,00 por libra-peso. Os preços do açúcar recuaram para o menor nível em duas semanas, influenciados pelo aumento da produção na Índia, que cresceu 9% na comparação anual, totalizando 27,12 milhões de toneladas.
No Brasil, a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 avançou 0,7%, alcançando 40,25 milhões de toneladas. As usinas aumentaram o mix de produção, destinando 50,61% da cana para açúcar.
Os contratos futuros do café arábica também fecharam em queda, com o vencimento para maio recuando 0,81%, sendo negociado a US$ 2,954 por libra-peso. A valorização do dólar e as expectativas de ampla oferta influenciaram essa queda.
O contrato futuro de suco de laranja para entrega em maio encerrou o dia cotado a US$ 1.994,00 por tonelada, com um recuo de 0,25%. Já os contratos futuros do algodão terminaram a sessão em leve alta, com o vencimento para maio avançando 0,23%, cotado a US$ 70,92 por libra-peso.
O Barchart destacou que os contratos de algodão atingiram o nível mais alto desde outubro de 2024, impulsionados pela valorização do petróleo e preocupações com o conflito envolvendo o Irã.


