Uma filhote de cachorro sofreu mutilação na orelha após a tutora colocar um laço de enfeite apertado e demorar para buscar ajuda em Rio Claro, SP. A Patrulha Animal da Guarda Civil Municipal (GCM) informou que, além da negligência física, há indícios de omissão de socorro, pois a tutora só pretendia levar o animal ao atendimento um dia após ligar à clínica veterinária.
A tutora questionou sobre a possibilidade de implantar a orelha, que estava se soltando. A veterinária orientou que o animal deveria ser levado imediatamente para avaliação, mas a mulher só o fez após insistência da profissional. Durante o atendimento, a veterinária constatou que a orelha da cadela já estava necrosada e decepada, impossibilitando a implantação.
De acordo com a GCM, a veterinária relatou que a mulher apertou o laço no animal, causando a interrupção da circulação. A tutora alegou não ter percebido a gravidade da situação, mas a veterinária afirmou que era impossível não notar, já que o processo de necrose causa dor intensa, levando o filhote a reagir com choros e latidos.
Após o registro do Boletim de Ocorrência, a tutora manifestou o desejo de doar o animal, que permanece internado sob a responsabilidade da clínica. O animal já foi adotado por outra família e está bem.
A GCM ressaltou a importância dos cuidados com o uso de acessórios em animais e informou que a população pode fazer denúncias anônimas pelos canais de atendimento 153 ou 0800-7711532.
Maus-tratos a animais são considerados crime ambiental, conforme a Lei n° 9.605/1998, que prevê penas de detenção de três meses a um ano, além de multa. A Lei n° 14.064, sancionada em 2020, aumentou a pena para reclusão de 2 a 5 anos em casos que envolvem cães ou gatos.

