Os preços futuros do café arábica finalizaram a sessão de quinta-feira, 23 de abril de 2026, com ganhos na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho registrou um avanço de 3,87%, cotado a US$ 3,003 por libra-peso.
De acordo com o Barchart, os preços do café atingiram o maior nível em quatro semanas. O movimento foi impulsionado por preocupações com a oferta global, diante do risco de uma guerra prolongada entre Estados Unidos e Irã, que poderia manter o Estreito de Ormuz fechado e afetar o fluxo internacional da commodity.
“A possível interrupção eleva custos logísticos, como frete marítimo, seguros, fertilizantes e combustível, além de pressionar os custos de importação e torrefação”, informou o Barchart.
Outro fator que contribuiu para a alta foi a valorização do real brasileiro, que atingiu o maior patamar em dois anos frente ao dólar, reduzindo o incentivo às exportações por parte dos cafeicultores do Brasil.
Além disso, os sinais de menor oferta de café robusta também reforçam o viés positivo para os preços, após os estoques certificados na bolsa terem recuado para o menor nível em 16 meses, somando 3.755 lotes na última terça-feira.
Os vencimentos futuros do cacau também operaram em alta, com o contrato para entrega em julho valorizado em 0,90%, cotado a US$ 3.458 por tonelada. O Barchart destacou que os preços do cacau fecharam em alta em meio a crescentes preocupações sobre a interrupção do fornecimento global devido à situação no Estreito de Ormuz.
Na Bolsa de Nova York, o vencimento do açúcar para entrega em julho registrou um avanço de 0,58%, precificado em US$ 13,89 por libra-peso, impulsionado pela alta nos preços do petróleo bruto.
Os contratos futuros do algodão fecharam com alta de 1,03%, com vencimento para julho cotado a US$ 79,45 por libra-peso. O contrato futuro para entrega em maio do suco de laranja fechou o dia cotado a US$ 1.678,00 por tonelada, com queda de 3,15%.


