A estudante Vitória dos Santos, caloura do curso de farmácia da Universidade de São Paulo (USP), estava em Ribeirão Preto há menos de 24 horas quando a república onde se mudou foi assaltada na madrugada do dia 5 de abril de 2026. Ela relatou que, inicialmente, pensou que o assalto era um trote universitário, o que a ajudou a manter a calma durante a situação.
“Cheguei ontem [domingo] e aconteceu ontem. Eu pensava que ia ser um dia normal, mas a madrugada não foi nem um pouco normal. A ficha caiu quando a polícia chegou. Para mim, era tudo um trote até a polícia chegar. Era meu primeiro dia, fiquei tranquila porque pensei que era um trote”, disse Vitória.
Na casa, localizada no bairro Monte Alegre, zona Oeste da cidade, pelo menos seis estudantes estavam presentes no momento do crime. Câmeras de segurança registraram a ação, que ocorreu por volta das 4h. Os criminosos conseguiram abrir o portão e permaneceram na residência por cerca de 30 minutos, levando celulares, notebooks e tablets.
Juan Carlos Brito, estudante de direito da USP, foi o primeiro a ser abordado pelos assaltantes. Ele relatou que estava no quarto quando os criminosos chegaram apontando armas e exigindo informações sobre a casa. “Estava no meu quarto e eles chegaram apontando a arma, pedindo senha, perguntando sobre coisas da casa. Depois que tiveram tudo o que queriam, me amarraram, pediram pra virar para a parede e botaram uma mordaça na minha boca”, contou Juan.
Pedro Henrique de Souza, também estudante de farmácia, não estava na república durante o assalto, mas ficou alarmado ao receber a ligação dos colegas. Ele explicou que os criminosos entraram pela garagem e que as vítimas foram ameaçadas de morte durante a ação. “Eles pegaram celulares, notebooks e tablets de todo mundo. Eram quatro pessoas, só que três entraram para fazer toda essa arruaça pela casa e um ficou de vigia”, afirmou Pedro.
Após o crime, os suspeitos fugiram do local e, até a última atualização, ninguém havia sido identificado ou preso. As vítimas registraram um boletim de ocorrência e a Polícia Militar compareceu ao local. Juan expressou preocupação com a segurança no bairro, afirmando que a proximidade das repúblicas aumenta o risco para todos. “Esse bairro está cada vez mais perigoso e a gente só teve ideia quando uma arma foi apontada para nossas cabeças”, disse.


