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Câmara rejeita mudanças do Senado na medida provisória do seguro-defeso

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de abril de 2026 10:35
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.
Câmara rejeita mudanças do Senado na medida provisória do seguro-defeso

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, na sessão desta quinta-feira (9), as mudanças feitas pelo Senado na Medida Provisória 1323/25. Assim, a versão aprovada pelos deputados na terça-feira (7) foi mantida. O texto, que altera as regras para pagamento do seguro-defeso, agora segue para sanção presidencial.

O seguro-defeso é um benefício social decorrente da proibição da pesca no período de reprodução dos peixes. O texto que vai à sanção é o parecer do senador Beto Faro (PT-PA), apresentado na comissão mista que analisou a MP.

A medida provisória estabelece novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso. Além disso, autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026, desde que o beneficiário atenda aos requisitos exigidos em lei. Para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve ter solicitado dentro dos prazos legais.

O pagamento ocorrerá em até 60 dias após a regularidade plena do pescador no programa. As despesas relacionadas ao seguro-defeso ficarão de fora do limite previsto na Lei 10.779/03, que é a dotação orçamentária do ano anterior mais a correção permitida pelo arcabouço fiscal (IPCA mais até 2,5% da variação real da receita primária).

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto os atrasados, é de R$ 7,9 bilhões. O deputado Fausto Jr. (União-AM), que fez parte da comissão mista, afirmou:

““Essa aprovação representa um avanço importante para os pescadores. Conseguimos garantir mais agilidade, menos burocracia e mais segurança jurídica no acesso ao seguro-defeso. Essas medidas vão facilitar a vida de quem mais precisa, especialmente nas regiões mais remotas.””

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