A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) expressa preocupação com duas iniciativas que devem ser promovidas pelo governo Lula. A primeira diz respeito ao balanço de quatro anos da gestão no Palácio do Planalto, que será comparado ao mandato de Jair Bolsonaro.
A segunda campanha defende o fim da escala 6×1, o que gera receio na equipe de Flávio, pois pode posicionar Lula como o ‘pai dos trabalhadores’. Essa retórica contrasta com as declarações de membros da oposição que se opõem à redução da jornada de trabalho.
Na última quarta-feira, a oposição ao governo pediu vista e adiou a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Apesar do adiamento, não há um consenso na direita contra o fim da jornada 6×1.
Parlamentares do Centrão e até mesmo do PL demonstraram apoio ao parecer apresentado pelo deputado Paulo Azi (União-BA). A avaliação entre os parlamentares é de que qualquer posicionamento contrário ao fim da escala 6×1, próximo ao período eleitoral, pode ser prejudicial à campanha de Flávio à Presidência. Assim, não deve haver um fechamento de questão sobre o tema.

