As canetas emagrecedoras se tornaram parte da vida cotidiana no Brasil, deixando de ser uma promessa distante da medicina. Atualmente, elas estão presentes nas casas e nas rotinas das famílias brasileiras.
Um fenômeno que atinge um em cada três lares brasileiros indica que esse tema já faz parte do cotidiano. Além disso, 6 em cada 10 pessoas afirmam conhecer alguém que usa ou já usou essas canetas, evidenciando a rápida expansão do seu uso.
A experiência com as canetas é, em geral, positiva. A maioria dos usuários recomendaria o uso a amigos ou familiares. Um dado relevante é que, mesmo entre aqueles que interromperam o uso, 9 em cada 10 gostariam de voltar, o que explica a forte demanda, apesar das barreiras de acesso.
As canetas não apenas ajudam no emagrecimento, mas também estão mudando os padrões alimentares dos brasileiros. Em 8 de cada 10 lares com usuários, há uma redução do apetite, refletindo em mudanças de comportamento. Mais da metade das famílias diminuiu pedidos de delivery e fast food, enquanto quase metade frequenta menos restaurantes.
Além disso, 95% dos lares com usuários reduziram o consumo de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas, especialmente doces, refrigerantes, ultraprocessados e carboidratos. Em contrapartida, cresce o consumo de alimentos mais saudáveis, como proteínas magras, frutas e alimentos integrais, embora essa substituição não compense a queda nas categorias tradicionais.
O impacto das canetas também se reflete no orçamento das famílias, que estão deslocando gastos que antes eram destinados à alimentação, conveniência e lazer. Isso gera um efeito em cadeia que já é sentido por supermercados, restaurantes e pela indústria de alimentos.
Embora as canetas sejam vistas como caras, 76% dos brasileiros acreditam que estão se tornando mais acessíveis. Além disso, 68% afirmam que preços mais baixos aumentariam a chance de uso, indicando uma demanda reprimida pronta para se expandir.
Cerca de 4 em cada 10 usuários já recorreram a compras sem receita, pela internet ou no exterior, revelando a força do desejo e o risco de um mercado informal. Contudo, a situação pode mudar com a queda de patentes dos medicamentos com semaglutina, como o Ozempic e Wegovy, o que pode resultar em redução de preços em breve.
Quando isso ocorrer, o impacto será imediato, com consumidores comendo menos, escolhendo melhor e consumindo de forma mais consciente. Essa mudança vai além da alimentação, representando uma transformação estrutural no comportamento de consumo que começa a redesenhar o mercado.


