O show do Guns N’ Roses em Campo Grande, realizado na quinta-feira (9), gerou grandes congestionamentos e atrasos para o público. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) se manifestaram sobre os problemas enfrentados pelos fãs, que enfrentaram filas quilométricas tanto para chegar quanto para sair do evento.
Os congestionamentos chegaram a mais de 10 km, e muitos espectadores relataram que levaram até 5 horas para percorrer trajetos que normalmente durariam apenas alguns minutos. Alguns fãs chegaram a perder o início do show, enquanto outros passaram mais tempo no trânsito do que assistindo à apresentação.
A PRF destacou que o que ocorreu na prática não seguiu o planejamento apresentado pela organização do evento. Em nota, a corporação apontou que houve apenas uma via efetiva de acesso aos estacionamentos, entrada lenta de veículos, controle por leitura de QR Code que gerou filas, falta de sinalização e abertura tardia dos estacionamentos. Esses fatores foram identificados como os principais pontos de retenção, que travaram todo o sistema de acesso ao evento.
A PRF também informou que atuou com operação “pare e siga” na saída e adotou medidas para garantir a segurança viária, mas a restrição para veículos de carga não foi implementada, segundo relatos de pessoas que estavam no local. A Agetran, por sua vez, afirmou que o fluxo de veículos foi muito acima da capacidade das vias, especialmente da BR-262, que é o único acesso ao Autódromo.
Apesar de ter participado do planejamento e orientado sobre os impactos no trânsito, a Agetran indicou que a concentração de veículos em um mesmo horário gerou congestionamentos extensos. A Prefeitura de Campo Grande não disponibilizou transporte coletivo para o público, que teve que se deslocar por conta própria, utilizando carros, motos, vans, ônibus particulares, aplicativos de transporte, a pé e até helicóptero.
O trânsito intenso começou ainda no fim da tarde de quinta-feira, com filas de veículos chegando a mais de 13 km, segundo a Guarda Civil Metropolitana. Mesmo com o show começando com atraso, por volta das 22h, muitos fãs ainda estavam na estrada tentando chegar ao local.
Nas redes sociais, o público criticou a falta de estrutura e planejamento, apontando que os problemas poderiam ter sido minimizados com uma melhor organização, especialmente em relação ao acesso e à logística do evento. As críticas mais frequentes incluíram a falta de transporte público específico, a dependência de uma única via de acesso, a lentidão para entrada nos estacionamentos e a demora para a saída após o fim do show.


