O capitão da marinha americana Victor Glover chegou à órbita lunar pilotando a nave Artemis II, tornando-se o primeiro homem negro a alcançar essa marca na história da exploração espacial.
A missão é composta por uma equipe que inclui uma mulher e dois homens brancos, e tem como objetivo fortalecer os valores da diversidade e da tolerância. A Nasa busca registrar seu compromisso com a defesa e superação das discriminações raciais e de gênero.
Essa ação reflete a decisão da Nasa de adotar valores institucionais que promovem um tratamento justo e igualitário a todos, independentemente de cor, raça ou gênero. A missão representa um esforço para construir um paradigma que une ciência e tecnologia a objetivos sociais relevantes.
O racismo, considerado estrutural por muitos pensadores, é uma realidade que causa desigualdades e exclusão, conforme reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal em um julgamento de dezembro de 2025. A corte determinou que o Governo Federal desenvolvesse um Plano Nacional de Combate ao Racismo em 12 meses, apesar da existência de um Estatuto da Igualdade Racial desde 2010.
A Nasa, por sua vez, demonstrou comprometimento ao preparar e treinar Glover, garantindo que apenas a competência e a qualificação fossem critérios para a seleção. Em 2020, Glover já havia feito história como piloto da missão da SpaceX na Estação Espacial Internacional.
Agora, ao orbitar a Lua, Glover contribui para a construção de uma nova narrativa: o lugar de um negro é em qualquer espaço, seja na sociedade, na órbita da Lua ou no espaço sideral.

