O CEO de uma empresa de drones destacou a vulnerabilidade do espaço aéreo, especialmente em relação aos drones. Ele afirmou que, apesar dos bilhões gastos em sistemas de contra-drones (C-UAS), o problema não foi totalmente definido.
O executivo questionou: ‘Antes de falarmos sobre como parar drones, devemos responder a uma pergunta mais básica: quais pertencem ao espaço aéreo?’ Atualmente, a detecção de drones permite saber quando eles aparecem, mas não se consegue determinar rapidamente se estão autorizados a voar.
As decisões sobre segurança do espaço aéreo precisam ser tomadas em segundos, respondendo a três perguntas: está autorizado? Está em conformidade? É uma ameaça? Se não houver respostas imediatas, o controle do espaço aéreo é comprometido.
O executivo comparou a situação atual com a aviação tradicional, onde a operação em espaço aéreo controlado envolve um operador verificado, uma aeronave conhecida e um plano de voo aprovado, todos monitorados continuamente. No entanto, os drones podem ser lançados de locais próximos e atingir alvos rapidamente, sem a mesma estrutura de controle.
Ele ressaltou que, na região da Capital Nacional, a operação de drones pode exigir aprovações de múltiplas autoridades, cada uma com sistemas e prazos diferentes. Não há uma visão unificada do que foi aprovado, nem um sistema compartilhado para monitorar operações em tempo real.
O CEO enfatizou que a autorização atual é um sistema fragmentado, onde operadores podem ter que passar por diversos processos para obter aprovação, e poucos desses sistemas se comunicam entre si. Mesmo quando um drone está autorizado, não há garantia de que as autoridades responsáveis saibam disso imediatamente.
Ele propôs a criação de um Sistema de Autorização de Voo Digital (DFAS), que substituiria os processos fragmentados por um único sistema, proporcionando uma fonte autoritativa e uma visão em tempo real do que está autorizado. Isso permitiria que os tomadores de decisão soubessem, em segundos, quem está voando, o que está voando e por quê.
O CEO concluiu que a soberania do espaço aéreo não se trata apenas de ver mais, mas de saber. Ele citou a política do Presidente dos Estados Unidos de garantir o controle do espaço aéreo nacional, afirmando que o controle não é alcançado apenas pela observação, mas pela certeza.

