Após se reunir com Donald Trump, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, prometeu ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz. A reunião ocorreu nos Estados Unidos, onde Rutte esteve em uma missão para manter acordos entre Estados Unidos e Irã e fortalecer a aliança militar entre europeus e americanos.
Durante o encontro, Trump expressou críticas à OTAN, afirmando: “A Otan não esteve lá quando precisamos, e não estará lá se precisarmos de novo. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal administrado.” A declaração referia-se ao plano de anexar a Groenlândia, território dinamarquês.
Em resposta às tensões, Rutte afirmou que a liderança americana é essencial e concordou com algumas críticas feitas por Trump aos aliados europeus na ofensiva contra o Irã. Ele destacou que, na maioria das vezes, os aliados estão cumprindo as solicitações dos Estados Unidos.
O Reino Unido autorizou o uso de suas bases no Oriente Médio pelos Estados Unidos, mas apenas para ações defensivas. Em contrapartida, a Espanha proibiu o uso de suas bases e espaço aéreo, o que gerou descontentamento em Trump, que agora exige apoio europeu para garantir a segurança de navegação no Estreito de Ormuz.
Trump ameaçou retirar os Estados Unidos da OTAN e considera punir aliados com o fechamento de bases militares se não houver ação. Rutte garantiu: “Se a OTAN puder ajudar, é claro que estaremos lá. Mas é preciso um acordo entre todos os membros para isso.”
O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que também se reuniu com Trump, afirmou que a Alemanha ajudará em Ormuz assim que um acordo de paz for alcançado. A delegação americana, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, se reunirá com os iranianos no Paquistão no sábado (11).
Além da reabertura do Estreito de Ormuz, os iranianos exigem a continuidade do programa nuclear, o que gera impasse nas negociações.

