Durante a missão Artemis II, os astronautas americanos enfrentaram uma interrupção de comunicação de cerca de 40 minutos enquanto a nave passava pelo lado oculto da Lua.
A Lua, devido à sua rotação sincronizada com a Terra, apresenta sempre a mesma face voltada para o planeta, o que resulta em um bloqueio de sinal nessa região. A situação que afetou os astronautas americanos não teria ocorrido com os astronautas chineses, caso estivessem na mesma condição.
A China possui dois satélites posicionados em locais estratégicos no lado oculto da Lua, permitindo que as ondas de rádio consigam se comunicar entre a nave e a Terra. Os satélites Queqiao-1, lançado em 2018, e Queqiao-2, lançado em 2024, são responsáveis por essa comunicação.
O lado oculto da Lua não recebe sinal direto da Terra, pois a própria Lua atua como uma barreira que impede a transmissão de ondas de rádio. Para que a comunicação ocorra, é necessária uma “linha de visada”, que é uma linha reta imaginária sem obstruções entre o transmissor e o receptor.
Como a mesma face da Lua está sempre voltada para a Terra, o lado oculto não possui uma linha direta, dificultando a comunicação. A solução chinesa para esse desafio foi posicionar os satélites nos Pontos de Lagrange, que são coordenadas espaciais que permitem o equilíbrio entre corpos celestes e mantêm os satélites em flutuação.

