A China afirmou nesta quinta-feira, 2, que as operações militares dos Estados Unidos e de Israel são a “causa principal” do fechamento do Estreito de Ormuz. O bloqueio impacta a rota marítima por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.
A declaração foi feita um dia após o presidente americano, Donald Trump, ter sugerido que os países afetados pela alta nos combustíveis deveriam “simplesmente tomar” o estreito. Durante um pronunciamento, Trump afirmou que os países que importam petróleo via Ormuz deveriam “cuidar dessa passagem”.
“A causa principal das interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz são as operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em coletiva de imprensa.
Mao Ning acrescentou que “meios militares não podem resolver o problema, e a escalada dos conflitos não interessa a nenhum dos lados”, referindo-se às ameaças de Trump. O presidente americano havia previsto mais “duas a três semanas” de ataques pesados ao Irã.
O fechamento do estreito fez o preço do barril de Brent ultrapassar os US$ 100, quase o dobro do preço anterior ao início dos conflitos. A alta nos preços do petróleo afetou setores-chave, especialmente o da aviação.
Diversas companhias aéreas chinesas, como a estatal Air China, anunciaram aumento nas taxas de combustível em voos domésticos a partir de domingo. Outras companhias internacionais, como Air France-KLM, Cathay Pacific, Air India, Qantas e SAS, também elevaram suas tarifas devido à disparada do combustível.


