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Chinês é condenado a um ano de prisão no Quênia por contrabando de formigas

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de abril de 2026 17:35
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um cidadão chinês foi condenado a um ano de prisão e multado em 1 milhão de xelins quenianos (cerca de R$ 43 mil) por um tribunal de Nairóbi, no Quênia, após tentar contrabandear mais de 2.200 formigas vivas para a China. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (15) pela juíza Irene Gichobi.

Zhang Kequn foi detido em 10 de março no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, quando tentava embarcar com os insetos escondidos em tubos de ensaio na bagagem. Entre os animais apreendidos, 1.948 eram da espécie Messor cephalotes, formigas valorizadas por colecionadores e que podem custar até US$ 220 (cerca de R$ 1.270) cada uma no mercado europeu e asiático.

Inicialmente, Zhang foi indiciado por tráfico ilegal de animais silvestres e conspiração, crimes que podem resultar em até sete anos de reclusão. Após a rejeição da acusação de conspiração, ele mudou sua declaração para culpado. A juíza ressaltou a necessidade de uma punição exemplar diante do “número crescente de casos envolvendo grandes quantidades de formigas e os efeitos ecológicos negativos” do comércio ilegal da espécie.

Após cumprir a pena, Zhang será deportado para a China. Ele tem 14 dias para recorrer da decisão, e seu advogado confirmou que o recurso será apresentado. Segundo as investigações, Zhang comprou os insetos do queniano Charles Mwangi por 10 mil xelins (cerca de R$ 430) a cada 100 formigas. Mwangi também foi indiciado, mas responde ao processo em liberdade e nega as acusações.

Em maio de 2025, um tribunal queniano condenou quatro pessoas — dois belgas, um vietnamita e um queniano — a um ano de prisão ou multa equivalente após apreender milhares de formigas rainhas vivas destinadas a colecionadores na Europa e na Ásia. Na ocasião, dois adolescentes belgas foram detidos com quase 5 mil formigas armazenadas em pequenos tubos de ensaio.

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