O cientista brasileiro Marcelo de Oliveira Souza, professor da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro), desenvolveu uma nova rota para Marte que pode reduzir o tempo de viagens espaciais em até três vezes.
Graduado em Física e doutor em Cosmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcelo afirmou que ser professor e divulgador científico é sua principal motivação. Ele declarou:
““Meu pai era químico e minha mãe professora. Desde novo sempre tive interesse pelas ciências exatas. Decidi ser físico por influência do Einstein.””
Marcelo iniciou sua carreira de professor em 1994 na UENF e, em 1996, participou da fundação do Clube de Astronomia Louis Cruls, em Campos dos Goytacazes. Este ano, o clube celebra 30 anos de atividades e representa grupos internacionais no estado do Rio de Janeiro, como Astrônomos sem Fronteiras e Charlie Bates Solar Astronomy Project.
O clube é responsável pelo DarkSky Rio de Janeiro, o único núcleo oficial da DarkSky no Brasil. Marcelo foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio da Dark Sky International por suas atividades na preservação do céu escuro, incluindo a fundação do Parque Estadual do Desengano, o primeiro lugar com certificação DarkSky de céu escuro na América Latina.
Além disso, ele trouxe o astronauta Buzz Aldrin ao Brasil para ministrar uma palestra em Campos dos Goytacazes, por meio do Clube de Astronomia. Marcelo também coordena o projeto Jovens Astros do Amanhã, apoiado pelo Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.
Em entrevista, Marcelo explicou que a nova rota foi baseada em uma ideia simples. Ele comentou:
““O resultado que obtive teve como base uma ideia simples. Não há nada de muito especial, a minha surpresa é ser inédito.””
Ele analisou as órbitas de asteroides com risco de colisão com a Terra e encontrou uma trajetória que passava perto de Marte.
O físico destacou que, na época, não conseguiu obter uma trajetória devido à falta de recursos e tecnologia para simulações rápidas. Com a ajuda da inteligência artificial, ele conseguiu verificar novos resultados, que mostram que dados iniciais podem revelar “corredores geométricos” para missões interplanetárias mais rápidas.

