O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está em busca de reverter sua inelegibilidade, decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última semana. Para isso, ele conta com duas mudanças na corte que julgará seu recurso.
Castro precisa reverter essa situação para se candidatar ao Senado pelo partido de Jair Bolsonaro nas eleições deste ano. A primeira mudança é a saída da ministra Isabel Gallotti, do STJ, que será substituída por Ricardo Cuevas. Gallotti foi relatora do caso e responsável pelo voto que condenou Castro, e o ex-governador acredita que Cuevas pode ter uma opinião diferente.
Além disso, a ministra Cármen Lúcia, do STF, já foi substituída por Dias Toffoli no TSE. Cármen Lúcia foi a responsável por não conceder o tempo completo de vista do julgamento, o que poderia ter adiado a decisão sobre a condenação de Castro.
Castro foi condenado por 5 votos a 2 pela contratação de cabos eleitorais, através do Instituto Ceperj, em 2022. Se conseguir reverter esses dois votos, a expectativa é que a votação passe a ser de 4 a 3 a favor de sua absolvição.
O julgamento pode absolver Castro tanto em relação a toda a ação penal quanto apenas pela sua inelegibilidade. No segundo caso, ele poderia concorrer, mesmo estando condenado.


