Três clínicas em Belém foram interditadas por oferecer tratamento ilegal com canetas emagrecedoras. A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As investigações indicam que as clínicas já haviam sido denunciadas anteriormente. Durante a fiscalização, foram encontradas diversas irregularidades, incluindo medicamentos vencidos, produtos manipulados inadequadamente, armazenamento irregular e falta de licença para funcionamento.
As unidades permanecem interditadas pela vigilância sanitária. A operação ocorreu no Pará e em outros 11 estados, resultando no cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização em estabelecimentos relacionados à venda desses medicamentos.
O foco da operação são produtos à base de substâncias como semaglutida, tirzepatida e similares, utilizados no tratamento da obesidade. Segundo a PF, muitos desses itens entram no Brasil de forma irregular e sem garantias de segurança.
““Esses produtos normalmente chegam de forma irregular, sem segurança, muitas vezes falsificados. O que queremos é que o tratamento seja feito com segurança, por profissionais qualificados”, afirmou o delegado regional da PF no Pará, Roger Morgado Carvalho.”
Os dados revelam um crescimento alarmante desse mercado ilegal: em 2024, foram apreendidas 609 unidades; em 2025, o número aumentou para 60.787; e entre janeiro e março de 2026, foram 54.577 apreensões.
A Anvisa anunciou que irá reforçar a fiscalização e revisar as regras do setor, podendo suspender o funcionamento de farmácias de manipulação que representem riscos à saúde. A ação, denominada Operação Heavy Pen, visa combater a entrada irregular, a produção clandestina, a falsificação e o comércio desses medicamentos no país.

