Uma pesquisa recente comparou as novas pílulas para emagrecimento Wegovy e orforglipron, logo após a chegada da primeira ao mercado americano e a aprovação da segunda para comercialização nos Estados Unidos.
A Wegovy, desenvolvida pela dinamarquesa Novo Nordisk, é uma versão da semaglutida na dosagem de 25 mg. O orforglipron, conhecido como Foundayo, foi criado pela americana Eli Lilly e ainda não foi lançado globalmente.
Os resultados parciais do estudo, que será apresentado no congresso da Associação Médica de Obesidade dos Estados Unidos, indicam que a Wegovy teve um desempenho superior na perda de peso, com uma redução média de massa corporal cerca de 3 pontos percentuais maior que a do orforglipron.
Além disso, o estudo denominado ORION revelou que o risco de interrupção do tratamento devido a efeitos adversos, como náuseas e desconfortos digestivos, foi quase quatro vezes maior entre os usuários do Foundayo.
““Os resultados desse cruzamento estatístico entre estudos sugerem que a semaglutida oral teve desempenho melhor em eficácia e tolerabilidade”, comentou o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri.”
Entretanto, Couri também destacou que, como os dados foram obtidos de pesquisas diferentes, fatores não medidos podem ter influenciado os resultados. Portanto, esse comparativo não substitui um estudo que avalie diretamente ambas as medicações.
Uma das vantagens do orforglipron é a possibilidade de ser ingerido sem a necessidade de jejum e restrição de volume de água, ao contrário da Wegovy. Contudo, uma pesquisa da Novo Nordisk revelou que 65% das pessoas com obesidade que participaram do levantamento afirmaram que essa orientação não prejudicaria sua rotina.
A chegada de novos medicamentos para o tratamento da obesidade amplia as opções terapêuticas disponíveis. “A escolha do tratamento não deve se apoiar só no potencial de emagrecimento. Efeitos colaterais, modo de uso, histórico de saúde e acompanhamento médico continuam decisivos”, ressaltou Couri.
Tanto a Wegovy quanto o Foundayo estão sob avaliação da Anvisa, e ainda não há previsão para o lançamento de ambas no mercado brasileiro.


