A comunidade internacional reagiu fortemente aos ataques realizados por Israel no Líbano na quarta-feira, 8 de abril de 2026. Os bombardeios resultaram na morte de 254 pessoas e feriram outras 837, colocando em risco o frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Irã.
Israel e Washington afirmam que o Líbano não está incluído no cessar-fogo de duas semanas com Teerã, enquanto o Irã alega que o acordo abrange o território libanês. Após os ataques em Beirute, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, aumentando a tensão na região e impactando o transporte global de petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou realizar ataques “maiores e mais fortes” caso o acordo com o Irã não seja cumprido. O chanceler da Bélgica estava próximo aos locais atacados por Israel no Líbano durante os bombardeios.
O Paquistão condenou os ataques e afirmou que o Líbano deve ser incluído no cessar-fogo que ajudou a intermediar. No entanto, tanto o governo Trump quanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmaram que a trégua não se aplica às operações contra o Hezbollah no Líbano.
O presidente francês, Emmanuel Macron, descreveu os ataques de Israel como “indiscriminados” e afirmou que representam uma ameaça direta à sustentabilidade do cessar-fogo. A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, considerou as ofensivas “profundamente prejudiciais” e expressou o desejo de que o Líbano seja incluído no cessar-fogo.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou o desprezo pela vida e pelo direito internacional demonstrado por Netanyahu, pedindo a inclusão dos libaneses no cessar-fogo. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, telefonou para o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para expressar solidariedade e convocou o embaixador israelense para uma reunião, afirmando: “Queremos evitar que haja uma segunda Gaza”.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar condenou os ataques como “hediondos” e pediu à comunidade internacional que obrigue Israel a “cessar seus massacres brutais”. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia denunciou os ataques “nos termos mais fortes” e acusou o governo de Netanyahu de minar os esforços internacionais para estabelecer a paz.
As críticas também foram ouvidas nas Nações Unidas e em ONGs. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou “inequivocamente” os ataques e pediu o fim das hostilidades, que representam um grave risco para o cessar-fogo. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha expressou indignação pelas mortes e pela destruição em áreas densamente povoadas do Líbano.


