Entre os dias 10 e 13 de abril de 2026, equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Transportes do Amapá concluíram a desobstrução de 11 km do canal do Gurijuba, no arquipélago do Bailique. O trabalho devolveu a navegabilidade às comunidades que estavam isoladas desde a estiagem de 2025.
Técnicos permanecem na região avaliando a necessidade de ampliar o serviço até a foz do rio, para que a força do oceano evite novos bloqueios. Durante a execução, foi necessário reforço de equipamentos, pois a draga inicial não conseguiu atuar nos últimos cinco quilômetros. Uma máquina anfíbia foi contratada para concluir o serviço.
““Com esse reforço, conseguimos abrir o canal de forma mais rápida”, explicou o secretário de Transportes, Marco Jucá.”
As comunidades voltaram a ter acesso a transporte e assistência, mas ainda pedem atenção contínua. Jucá reconheceu a preocupação dos moradores e afirmou que equipes seguem na região para monitorar a situação.
““Eles estão felizes com a retomada da navegabilidade, mas preocupados que o canal volte a fechar. Por isso nossa equipe segue no local fazendo levantamento”, acrescentou.”
O coordenador da Defesa Civil, capitão Teufran, ressaltou que a ação trouxe alívio às famílias que estavam isoladas e destacou que a resposta foi pensada para atender diretamente às necessidades locais.
““Nosso papel é dar resposta às comunidades que ficaram isoladas. Agora a rotina voltou, inclusive com melhor assistência às famílias afetadas”, disse.”
Além da obstrução dos canais, o Bailique enfrenta problemas de salinidade da água, que afetam o consumo das famílias. Desde o ano passado, a Defesa Civil atua na região com recursos federais para garantir transporte de água potável. Teufran informou que foram destinados R$ 2,2 milhões para atender famílias e que recentemente receberam mais R$ 720 mil para continuar levando água potável às comunidades.
Ele lembrou que o Amapá também sofre com eventos extremos em outras áreas, como alagamentos em Macapá e Santana, e que foram destinados R$ 600 mil do governo federal para ampliar o atendimento às famílias atingidas. De acordo com técnicos, não há necessidade de novos recursos para concluir a obra atual, mas há a possibilidade de ampliar o serviço até a foz do rio, para evitar que o problema volte.

