A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 15, operações chamadas Makot Mitzrayim e Rio Vermelho, que investigam contratos das organizações sociais (OS) Agir Saúde e IBGH em Goiás. Esses contratos, celebrados na modalidade de ‘quarteirização’ e ‘quinteirização’, teriam possibilitado desvios de recursos públicos durante a pandemia da Covid-19.
Ao todo, estão sendo cumpridos 46 mandados judiciais em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Os crimes investigados incluem corrupção, peculato e lavagem de capitais. Segundo a PF, as empresas eram contratadas de forma superfaturada, e o valor excedente beneficiava fraudadores e servia como propina para servidores públicos responsáveis pela fiscalização.
As verbas desviadas eram utilizadas para beneficiar de forma ilícita os fraudadores das organizações sociais, que pagavam servidores públicos encarregados de fiscalizar esses contratos. A Agir Saúde foi responsável pela administração do Hospital de Campanha em Goiânia durante a pandemia e ainda gerencia unidades hospitalares do Estado, como o Hugol. O IBGH, que também gerenciou hospitais em Goiás, não possui mais contrato ativo.
O Jornal Opção tentou contato com a Agir Saúde sobre a operação da PF e aguarda um retorno. A reportagem também tentou contatar o IBGH pelo número de telefone disponível em seu site, mas não obteve sucesso. O espaço permanece aberto para resposta. Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) também foi contatada e aguarda uma resposta.
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