Os Correios anunciaram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões referente ao ano de 2025, conforme comunicado da estatal nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026.
A empresa identificou o pagamento de precatórios relacionados a decisões judiciais como o principal fator para o resultado negativo. Apesar de ter contraído um empréstimo de R$ 10 bilhões junto ao setor bancário, com garantia do Tesouro Nacional, a situação financeira permaneceu crítica.
A receita líquida dos Correios caiu 11,35% em 2025, totalizando R$ 17,3 bilhões. Os pagamentos judiciais impactaram em R$ 6,4 bilhões, representando um aumento anual de 55,12%.
Desde os últimos meses de 2022, a empresa tem enfrentado uma sequência ininterrupta de prejuízos trimestrais, totalizando mais de três anos. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou:
““Os números ainda vão demorar um pouco a melhorar.””
Embora um plano de reestruturação esteja em andamento, os resultados ainda não são significativos. Rondon atribui a situação a custos fixos elevados em um mercado altamente competitivo, destacando que
““a presença universal da empresa é um desafio.””

