As cotações futuras da soja fecharam em alta na bolsa de Chicago nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026. O contrato para entrega em maio registrou um avanço de 0,28%, cotado a US$ 11,6525 por bushel.
A Agrinvest informou que o mercado reagiu aos dados do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que indicou uma leve redução nos estoques de soja americana para a temporada 2025/26. O Pro Farmer destacou que houve um leve interesse de compra nos mercados futuros de soja e óleo de soja, com operadores liquidando posições compradas em óleo de soja e vendidas em farelo.
Outro fator que impacta o mercado é a cotação do câmbio, que caiu para R$ 5,06, o menor nível em mais de dois anos. Isso encarece a originação e reduz a competitividade do agronegócio em dólar. Apesar disso, a soja brasileira continua competitiva em relação aos Estados Unidos e Argentina.
As condições climáticas nos Estados Unidos também estão sendo monitoradas. A Granar informou que espera que as chuvas continuem nos próximos sete dias, o que deve melhorar os níveis de umidade do solo, especialmente com o início do plantio.
O contrato futuro de milho para entrega em maio teve queda de 0,73%, cotado a US$ 4,4440 por bushel. A Granar destacou que os preços do milho caíram pela terceira sessão consecutiva, devido à melhora das condições hídricas em regiões agrícolas dos EUA, coincidindo com o início da safra de plantio 2026/2027.
O USDA atualizou seu mapa de monitoramento da seca, reduzindo a porcentagem de área cultivada com milho que apresenta algum nível de seca de 44% para 29%, aproximando-se do índice de 28% registrado um ano antes. O Pro Farmer observou que o mercado futuro de milho enfrentou maior pressão vendedora técnica, com os preços em tendência de baixa no gráfico diário.
Os preços futuros do trigo também foram afetados, com o contrato para maio registrando queda de 0,99%, cotado a US$ 5,7450 por bushel. A Agrinvest informou que o trigo liderou as perdas nesta sessão, pressionado pela projeção de aumento nos estoques finais globais da safra 2025/26, que passaram de 276,96 milhões de toneladas para 283,12 milhões de toneladas no relatório de abril.
O mercado também está atento às novas tensões no Oriente Médio, com o Estreito de Ormuz novamente sob restrição de tráfego.


