O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Itararé, localizado no bairro Ginásio, passará a se chamar Raquel de Oliveira Lima em homenagem à jovem de 26 anos, morta a facadas em novembro do ano passado. A decisão foi oficializada com a aprovação do projeto de lei no dia 19 de março.
A proposta é de autoria do presidente da Câmara Municipal, Pastor Marquinhos (PSD), que conhecia Raquel desde a infância. Ele destacou a relação de acolhimento entre as famílias e a importância da homenagem: ‘A ideia surgiu justamente por essa proximidade e, principalmente, pelo fato ocorrido’.
O vereador ressaltou que Raquel era uma participante ativa na área da educação do município, caracterizada por sua empatia, generosidade e disposição em servir. ‘Ela tinha prazer no que fazia e transmitia esperança, leveza e amor ao próximo’, afirmou.
Inicialmente, a ideia era nomear uma rua, mas, após conversas com outros vereadores, decidiu-se que vincular o nome de Raquel ao Creas seria mais representativo. ‘Trata-se de uma situação que evidencia a violência contra a mulher de forma explícita, premeditada e covarde’, disse o vereador.
A família de Raquel apoiou a iniciativa. O vereador mencionou que os pais da jovem ficaram felizes em ter o nome da filha eternizado em um equipamento público voltado ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Jefferson de Oliveira Lima, irmão de Raquel, destacou as qualidades da irmã, descrevendo-a como generosa, amorosa e alegre. ‘Ela era a caçula e sempre foi muito especial’, relembrou. O irmão expressou o choque da família com a morte da jovem, que foi morta pelo ex-namorado após recusar se casar com ele.
Raquel foi assassinada em 27 de novembro de 2025, na frente de seu filho de 7 anos. O principal suspeito do crime é João Carlos Rodrigues de Lima, que foi preso e confessou o ato. Após o assassinato, ele enviou fotos do corpo da vítima para um grupo da igreja em um aplicativo de mensagens.
Moradores de Itararé realizaram protestos em memória de Raquel, cobrando mais segurança e o fortalecimento de leis de combate ao feminicídio. Cerca de 50 pessoas participaram de um cortejo em 29 de novembro, data do sepultamento, em homenagem à jovem.

