A Oncoclínicas convocou assembleia com os credores da 10ª e 8ª emissão de debêntures para buscar um possível acordo de pagamento. No entanto, nenhum dos detentores dos títulos de dívida compareceu, conforme documentos enviados ao mercado na noite de quinta-feira, 9 de abril.
A companhia tenta fechar um acordo após ultrapassar os parâmetros de endividamento, que eram de 3,5 vezes a dívida líquida sobre o potencial de geração de caixa (Ebitda). Ao final de 2025, o indicador da empresa estava em 4,27 vezes.
Com a falta de acordo, a Oncoclínicas poderá ter que solicitar proteção judicial contra cobranças. Em comunicado ao mercado no dia 8 de abril, a empresa confirmou que está avaliando essa possibilidade.
A auditoria da Oncoclínicas destacou em balanço divulgado na noite de quinta-feira que a empresa enfrenta incerteza relevante, o que pode levantar dúvidas significativas sobre sua capacidade de continuidade operacional.

