O crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais já provoca efeitos diretos na estratégia do PT. O partido intensificou sua atuação nas redes sociais, focando em ataques ao adversário.
Dados apresentados no programa Ponto de Vista mostram que a campanha petista aumentou significativamente os gastos com impulsionamento digital, mirando diretamente o senador e pré-candidato à Presidência. O repórter Daniel Gullino detalhou essa movimentação, que foi analisada pelos colunistas Mauro Paulino e Robson Bonin.
Os números revelam uma escalada recente nos gastos do PT. Segundo Gullino, a campanha petista chega a quase R$ 400 mil em impulsionamento apenas nas últimas semanas, concentrando ações no Facebook e no Instagram. Parte relevante desses recursos foi direcionada a conteúdos críticos a Flávio, abordando temas políticos, econômicos e controvérsias associadas ao candidato.
A estratégia do PT combina críticas políticas e exploração de fragilidades. As peças publicitárias associam Flávio a temas como aumento de combustíveis, relações internacionais e escândalos recentes, além de questionar posições do partido dele em pautas econômicas.
A mudança de estratégia do PT se deve ao avanço do adversário. Paulino destacou que o partido tenta “equilibrar” o jogo digital, que historicamente é dominado pela direita. Ele afirmou: “A direita consegue trafegar de forma muito mais eficaz nas redes sociais”.
A ofensiva do PT busca conter o crescimento de Flávio e submetê-lo ao contraditório, algo que, até agora, teria ocorrido com menor intensidade. Paulino acredita que o senador ainda não enfrentou de forma sistemática a exploração de seus pontos fracos em campanha, mas esse cenário começa a mudar.
O uso intensivo de impulsionamento e o teor das mensagens levantaram dúvidas sobre a conformidade com as regras eleitorais. Bonin sugeriu que o Tribunal Superior Eleitoral deveria observar com mais atenção o cenário da pré-campanha.
Bonin também criticou o que chamou de uso de “meias verdades” e alertou para o risco de desinformação e “terrorismo eleitoral”, avaliando que a estratégia pode refletir uma reação à estagnação de Lula nas pesquisas.
Com o avanço de Flávio, a campanha petista entra em uma nova fase, investindo mais diretamente no confronto, especialmente no ambiente digital, onde a batalha por narrativa tende a ser decisiva.


