A advogada e influenciadora Deolane Bezerra está sendo processada por danos morais pelo delegado da Polícia Civil de Pernambuco, Paulo Gondim, responsável pelas investigações da Operação Integration, deflagrada em 2024.
A ação foi ajuizada na Justiça Estadual e pede uma indenização de R$ 81 mil por supostas declarações ofensivas feitas pela influenciadora nas redes sociais. Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco, o processo trata de um pedido de indenização por danos morais em razão de falas atribuídas a Deolane durante as investigações e após sua prisão preventiva, no contexto do caso em que foi indiciada.
A ação tramita na 17ª Vara Cível da Capital, no Recife, e está em fase inicial. De acordo com o autor, após a deflagração da operação e a prisão da influenciadora, Deolane teria feito “declarações ofensivas e inverídicas” contra o delegado, incluindo acusações de “abuso de autoridade”, “mentiras à Justiça” e “prisão criminosa”. As manifestações teriam ocorrido em redes sociais e entrevistas públicas.
Em meio à repercussão das declarações, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil divulgou nota pública em defesa do delegado e da Polícia Civil, criticando as falas da influenciadora e afirmando que ataques a agentes públicos não podem ser justificados por visibilidade ou condição econômica.
No processo, o delegado sustenta que as declarações teriam atingido sua reputação profissional. Ele tem 47 anos e atua há 17 anos na Polícia Civil de Pernambuco, onde ocupa atualmente o cargo de diretor integrado metropolitano.
A movimentação processual mais recente indica que a Justiça determinou a citação de Deolane Bezerra para apresentar defesa no prazo legal. O caso segue em tramitação.
Após a divulgação da ação, Deolane comentou o caso nas redes sociais. Em vídeo, afirmou que o delegado já havia ingressado com um processo anterior, que teria sido extinto, e que uma nova ação foi apresentada. A influenciadora também disse que sua equipe jurídica prepara medidas próprias.
A Justiça Federal em Pernambuco anulou os atos da Justiça Estadual relacionados à apuração de crimes de competência federal no caso e determinou que a investigação passasse a ser conduzida pela Polícia Federal. A operação cita a influenciadora Deolane Bezerra e sua mãe, Solange Bezerra. Cabe, agora, à PF reavaliar o material já produzido.

