A demanda global por minério de cobre deve crescer de forma acelerada nos próximos anos, e o Brasil, que possui reservas relevantes do metal, pode ganhar espaço no mercado global.
O cobre é essencial para tecnologias ligadas à eletrificação da economia, sendo utilizado em sistemas de transmissão e distribuição de energia, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, baterias e infraestrutura digital.
O avanço da inteligência artificial também deve aumentar a demanda pelo metal, uma vez que grandes data centers, que utilizam cobre em sua infraestrutura elétrica, estão em expansão.
A IEA (Agência Internacional de Energia) projeta que o mercado global de cobre pode enfrentar um déficit de oferta de até 30% até 2035, caso novos projetos de mineração não avancem no ritmo necessário.
Os preços do cobre atingiram níveis recordes, superando US$ 14.500 por tonelada em janeiro de 2026, após ultrapassar a marca de US$ 12 mil por tonelada em dezembro de 2025.
Atualmente, o Brasil responde por cerca de 1% da produção mundial de cobre, com a produção concentrada em algumas minas no Pará, como Sossego e Salobo, e em Goiás, com destaque para a mina de Chapada.
O SGB (Serviço Geológico do Brasil) prioriza o mapeamento e a prospecção de cobre, especialmente na região de Carajás, que é a principal província mineral do país.
Entre os projetos em destaque está o Projeto Furnas, da Ero Copper em parceria com a Vale, que pode produzir cerca de 70 mil toneladas de cobre por ano.
““A Vale quer assumir o papel de poder ofertar esse cobre”, afirmou Gustavo Pimenta, CEO da Vale.”


