A deputada federal Helena da Asatur, de 48 anos, anunciou sua pré-candidatura ao Senado por Roraima nas eleições de 2026. Ela deixou o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD).
Em comunicado oficial, a parlamentar afirmou que a desfiliação do MDB ocorreu ‘de forma harmônica’ e destacou que o PSD oferece ‘melhores condições para o seu atual projeto político’. Além disso, Helena declarou apoio à pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à Presidência da República.
Natural do Tocantins, Maria Helena Teixeira Lima cresceu em São João da Baliza, no Sul de Roraima. Ela disputou seu primeiro cargo público nas eleições de 2022, sendo a segunda candidata mais votada do estado, com 15.848 votos, e se tornando a única mulher a representar Roraima na Câmara dos Deputados no atual mandato.
Nas eleições de 2022, Helena declarou R$ 10 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), é uma das principais empresárias do ramo de transportes no estado, sendo sócia da Asatur, empresa avaliada em R$ 11,1 milhões, ao lado de sua filha e do marido, Renildo Lima, que é o sócio majoritário. A família também é proprietária da Voare Táxi Aéreo, a única empresa do segmento de táxi aéreo privado de Roraima.
A Justiça Eleitoral declarou Helena inelegível por oito anos devido a um envolvimento em um esquema de compra de votos, com a condenação ocorrendo em primeira instância. A defesa da deputada informou que irá recorrer da decisão. A condenação está relacionada às eleições municipais de 2024, onde a juíza entendeu que Helena participou de um ‘derrame de dinheiro’ para eleger o vereador Adriano Costa, em São João da Baliza, com denúncias de repasses via transferência bancária (PIX) e uso de ônibus da Asatur para transporte gratuito de eleitores.
Além da condenação eleitoral, Helena foi alvo de busca e apreensão na ‘Operação Caixa Preta’ da Polícia Federal (PF), deflagrada em julho de 2025, que investigou suspeitas de crimes eleitorais. O marido dela, Renildo Lima, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, também foram alvos da mesma operação. A investigação da PF começou após a prisão de Renildo em setembro de 2024, quando foi encontrado com R$ 500 mil em espécie, parte do valor escondida na cueca do empresário.

