O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou a Presidência em 2010 com alta popularidade, enfrenta um cenário desafiador na corrida pela reeleição em 2026. Com mais de 80% de aprovação na época, Lula foi considerado um líder global, mas atualmente sua imagem está desgastada devido ao mau humor do eleitorado com o custo de vida e a concorrência de uma oposição mais forte.
Desde o início de seu terceiro mandato, Lula tem enfrentado um governo sem direção clara, marcado por disputas internas e incapacidade de resolver problemas prioritários, como segurança e contas públicas. Ele tenta aplicar soluções que podem não se adequar à realidade atual, como a busca por apoio de uma massa de trabalhadores que agora prefere empreender.
Pesquisas recentes indicam que Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão empatados nas simulações de segundo turno. Em algumas delas, Flávio aparece à frente. A desaprovação ao governo supera a aprovação, refletindo a insatisfação popular. Lula e seus aliados atribuem essa situação à comunicação do governo, que não tem conseguido transmitir os feitos do presidente.
Para reverter a situação, o governo está desenvolvendo um programa de renegociação de dívidas, com a possibilidade de descontos de até 90% sobre débitos de cartão de crédito e empréstimos pessoais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está à frente dessa iniciativa, que busca aliviar a pressão financeira sobre os eleitores.
Além disso, Lula tem alertado sobre a necessidade de controle financeiro, afirmando que a falta de planejamento pode levar à insatisfação com o governo. O presidente também anunciou subvenções para óleo diesel e gás de cozinha, visando conter o aumento dos preços e evitar paralisações, como a dos caminhoneiros em 2018.
As pesquisas mostram que a aprovação do governo está em torno de 44% a 45%, um nível crítico para um candidato à reeleição. Especialistas afirmam que Lula precisa aumentar sua popularidade para evitar dificuldades na campanha. O governo planeja intensificar a propaganda de seus feitos e comparar sua gestão com a de Jair Bolsonaro, destacando a defesa da democracia e a vacinação durante a pandemia.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, fez declarações que podem beneficiar Lula, ao insinuar que o governo americano deve pressionar por eleições justas no Brasil. Essa situação pode ser explorada pelo presidente para recuperar popularidade, assim como fez no passado. O uso da máquina pública e a implementação de programas sociais são estratégias que Lula pretende utilizar para conquistar votos nas eleições de outubro.

