Partidos do espectro de direita, como PL e Novo, estão iniciando negociações para formar uma aliança nas eleições para a Presidência do Senado em 2027. O objetivo é eleger um parlamentar que apoie processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Candidatos como Marcel van Hatten (Novo-RS), Deltan Dallagnol (Novo-PR), Caroline de Toni (PL-SC), Eduardo Gayer (PL-GO), Delegado Éder Mauro (PL-PA) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) pretendem usar a defesa do impeachment de juízes do STF como uma plataforma eleitoral.
Um levantamento do Meio/Ideia, divulgado em 8 de abril, revela que 42,5% da população considera a concentração de poder no Judiciário como a principal ameaça à democracia, superando preocupações com corrupção política, que atinge 16,5%.
““Bater no Supremo dá voto”, afirmou o ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto.”
Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, comentou que o impeachment de ministros do STF é uma bandeira consolidada no partido. Ele destacou a importância de observar a composição do Senado após as eleições de 2027, que renovará dois terços da Casa.
““As pessoas estão cansadas não só dessa corrupção no Judiciário, mas também da covardia que impera hoje no Congresso Nacional”, disse a deputada Bia Kicis (PL-DF), pré-candidata ao Senado.”
Kicis enfatizou a necessidade de eleger um presidente do Senado que tenha coragem para agir, afirmando que no dia seguinte à eleição, ele deve dar encaminhamento a um pedido de impeachment.
O presidente da República enviou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para preencher a 11ª vaga de ministro do STF, quase cinco meses após o anúncio. O Senado deve avaliar se Messias está apto para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
A situação é complicada devido a um escândalo envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está negociando um acordo de delação premiada que pode implicar políticos do Centrão e revelar relações com ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Toffoli, que foi relator das investigações contra o banco no STF, tinha participação em uma empresa que recebeu R$ 35 milhões de um fundo ligado a Vorcaro. Moraes e Toffoli não explicaram suas relações e pagamentos recebidos do Banco Master.


