Um exame de DNA confirmou que o corpo encontrado no início de março em Major Gercino, na Grande Florianópolis, pertence à corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que foi morta em Florianópolis. A confirmação ocorreu mais de um mês após o corpo ter sido encontrado.
A informação foi divulgada pela família da vítima, que aguarda a liberação do corpo para realizar a cerimônia de despedida. Luciani foi encontrada morta em um córrego no dia 11 de março.
Natural de Alegrete (RS), Luciani residia sozinha em um apartamento no bairro Santinho, região turística de Florianópolis. Ela se identificava nas redes sociais como administradora de imóveis e turismóloga, mantendo contato frequente com a família no Rio Grande do Sul.
Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte): um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Todos moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima. A mãe do homem preso foi ouvida como investigada, mas não responde a nenhum crime, assim como o irmão dele, um adolescente de 14 anos, que foi encontrado com produtos comprados em nome de Luciani.
O corpo da corretora foi avistado por moradores no córrego em 9 de março. Dois dias depois, a Polícia Militar foi acionada e retirou o corpo do local. O delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, afirmou que a motivação do crime envolve o patrimônio da vítima, após a polícia identificar compras feitas pelos investigados usando o nome dela.
Itens como eletrônicos e artigos esportivos foram adquiridos no período após o desaparecimento de Luciani. A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente divulgadas.

