O dono da página ‘Choquei’, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, deve continuar preso após a Justiça aceitar um pedido da Polícia Federal para manter sua prisão e a de outros investigados nesta quinta-feira (23).
Raphael foi preso durante uma operação da Polícia Federal que investiga supostas transações ilegais totalizando R$ 1,6 bilhão. Ele estava detido no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel desde a sexta-feira (17), após ser transferido para a unidade em Aparecida de Goiânia.
A operação que resultou na prisão de Raphael e dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo ocorreu no dia 15 de abril. O advogado de Raphael, Pedro Paulo, informou que um pedido monocrático de soltura foi emitido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto, que considerou a prisão preventiva de 30 dias ilegal, já que a autoridade policial havia solicitado apenas cinco dias.
“‘A prisão preventiva mantém a mesma ausência de fundamentos concretos já questionada pela defesa’, disse o advogado Pedro Paulo.”
Após a decisão do STJ, a Polícia Federal solicitou novamente a prisão preventiva de Raphael e dos demais investigados, alegando risco de continuidade das atividades criminosas e interferência nas investigações.
De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos utilizavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. A operação contou com mais de 200 policiais federais, que cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados.
Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. A polícia também encontrou armas e um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo. Os suspeitos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A defesa de Raphael informou que irá recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal, para contestar a decisão. O advogado Pedro Paulo afirmou que a nova decisão repete vícios já apontados pela defesa, especialmente pela falta de fundamentação individualizada em relação a Raphael.
“‘A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente’, afirmou a defesa de MC Ryan.”
A defesa de MC Ryan destacou a integridade do artista e a lisura de suas transações financeiras, enquanto a defesa de MC Poze do Rodo afirmou que ainda não teve acesso aos autos e se manifestará na Justiça assim que possível.


