A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta terça-feira (14), na Torre de TV, em Brasília, a estação de testes da TV 3.0, também conhecida como DTV+, que resulta da evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T).
A iniciativa é uma colaboração entre a EBC, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A nova tecnologia combina radiodifusão e internet, proporcionando melhor qualidade de imagem e som, além de mais interatividade para os espectadores.
Com as mudanças, os canais serão apresentados como aplicativos na tela das televisões. Isso permitirá que o espectador escolha como assistir à TV aberta. Por exemplo, ao assistir ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o usuário poderá selecionar a câmera que deseja ver a apresentadora Cissa Guimarães ou aumentar o volume do conjunto musical que se apresenta.
Para jogos de futebol, o espectador poderá optar por acompanhar a partida do ponto de vista dos torcedores do seu time, ouvir os gritos da torcida e escolher a narração de um locutor de sua preferência.
Antonia Pellegrino, presidenta da EBC, afirmou que a TV 3.0 “é uma revolução para radiodifusão, assim como foi quando a gente passou do analógico para o digital”. Ela acredita que essa tecnologia permitirá novas formas de assistir televisão no Brasil, trazendo grandes benefícios para o setor audiovisual e para o jornalismo.
“A tecnologia vai permitir a entrega de mais conteúdos, informações complementares, vídeos complementares, de maneira que a experiência de assistir à televisão aberta vai se aproximar cada vez mais de uma experiência conectada”, disse Bráulio Ribeiro, diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, prevê que a implantação da TV 3.0 ocorrerá ao longo de uma década, começando com a fase de testes em Brasília e em São Paulo, e depois se expandindo para capitais e grandes cidades, seguidas por médias e pequenas cidades.
As emissoras de televisão estão se adaptando com investimentos em transmissores e novos equipamentos. O conversor da TV 3.0, chamado de “Set-Top Box”, será conectado ao aparelho de TV via cabo HDMI e à antena digital UHF/VHF. O funcionamento não depende de internet, mas para acessar recursos interativos e de streaming, será necessário Wi-Fi ou cabo Ethernet.
Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel, destacou que “a televisão aberta é o meio de comunicação mais inclusivo que temos” e que “o brasileiro assiste mais de 5 horas diárias de televisão”. Ele ressaltou a importância da TV 3.0 para aproximar o Estado do cidadão.


