A rapper Ebony participou do podcast g1 Ouviu no dia 7 de abril e comentou sobre a repercussão de sua música “Espero Que Entendam”, lançada em 2023. A faixa menciona e ironiza diversos nomes da cena masculina, como L7NNON. “Fiz músicas brincando com artistas homens que eu já conheço. Eles não responderam porque são inteligentes”, afirmou.
Durante a conversa, Ebony comparou sua música a diss tracks, citando o embate entre Kendrick Lamar e Drake. “A deles foi uma que tirou sangue e afetou a autoimagem um do outro. Não considero a minha nem uma diss”, diferenciou.
A artista também criticou a falta de investimento visual e performático nos shows de rappers homens. “O problema é que rappers homens não fazem espetáculos. Vou me locomover pra ver um cara com um microfone e um sonho apenas?”, questionou.
Ebony defendeu a liberdade artística em suas composições. “Eu acredito na liberdade artística, estou aqui para defendê-la acima de tudo. Para mim, arte é arte”, disse. Ela também comentou sobre tentativas de organizar diálogos mais estruturados dentro da cena do rap, afirmando que “já tentei fazer grupos com outros rappers para discutir política, mas não tem”.
A artista relatou que teve conversas mais abertas sobre composição ao frequentar a cena da MPB, mencionando encontros com Caetano Veloso e Rubel. “Fiquei conversando sobre lírica com o Rubel”, contou.
Ebony também falou sobre um possível feat com Adriana Calcanhoto, que a elogiou durante sua participação no podcast. “Sinto que vai vir uma guia quente pra mim. Assim espero, Adriana”, disse.
Sobre seu amadurecimento musical, Ebony lançou recentemente o álbum “KM2 (De Luxo)”, que apresenta letras mais políticas. “É só minha moleira fechando”, brincou. Ela destacou que começou a fazer rap aos 17 anos e que a mudança em sua lírica reflete seu crescimento pessoal. “Agora sou uma mulher de 25. Não foi proposital, mas é um reflexo disso”.
O disco conta com um feat com Black Alien, que Ebony elogiou como “o maior liricista do Brasil de qualquer gênero”. “Ele atravessou todos os gêneros musicais e se manteve rap. Tenho muito respeito sobre ele. Foi só um feat, mas foi o feat”, afirmou.


