Os eleitores de Cabedelo, na Grande João Pessoa, irão às urnas duas vezes em menos de seis meses. A primeira votação ocorrerá no domingo, 12 de abril de 2026, para a escolha de um novo prefeito e vice-prefeito em uma eleição suplementar. Esta eleição foi convocada após a anulação do resultado do pleito de 2024.
A eleição suplementar foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) em decorrência da cassação dos mandatos do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP). A decisão, tomada em dezembro de 2025, baseou-se em um conjunto de irregularidades identificadas pela Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral anterior.
De acordo com o TRE-PB, as investigações revelaram abuso de poder político e econômico, além de captação ilícita de votos. O caso foi analisado por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que também indicou a existência de compra de votos com suposto envolvimento de facções criminosas.
““A cassação foi definida por maioria de votos, cinco magistrados votaram pela perda dos mandatos e um foi contrário”, informou o TRE-PB.”
No mesmo julgamento, o ex-prefeito Vitor Hugo foi declarado inelegível por oito anos. Com essa decisão, o resultado das eleições de 2024 foi invalidado, levando à convocação de um novo pleito para a escolha dos chefes do Executivo municipal.
A disputa deste domingo contará com duas chapas, ambas formadas por candidatos do mesmo partido, modelo conhecido como “puro sangue”. Os candidatos são: Walber Virgolino (PL), com Morgana Macena (PL) como vice, e Edvaldo Neto (Avante), que terá Evilásio Cavalcante (Avante) na vice.
A campanha para a eleição suplementar foi mais curta do que em eleições regulares, seguindo um calendário reduzido definido pela Justiça Eleitoral. Cerca de 53.320 eleitores estão aptos a votar, distribuídos em 30 locais de votação e 165 seções.
No período que antecede a votação, o calendário eleitoral estabelece prazos e restrições. A partir de quinta-feira, 8 de abril, entra em vigor a regra que proíbe a prisão de eleitores até 48 horas após o encerramento da votação, exceto em casos de flagrante delito, condenação por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
Na sexta-feira, 9 de abril, é o último dia para que os partidos indiquem representantes ao Comitê Interpartidário de Fiscalização e informem os responsáveis pela emissão de credenciais para fiscais e delegados. Essa data também marca o fim da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além de ser o prazo final para a realização de comícios, reuniões públicas e debates entre candidatos.
No sábado, 11 de abril, a campanha entra na reta final. Até as 22h, ainda é permitida a propaganda com uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de carreatas e a distribuição de material gráfico. Após esse horário, qualquer tipo de propaganda eleitoral fica proibida.
Após a eleição suplementar, os eleitores de Cabedelo voltarão às urnas em 4 de outubro de 2026 para as eleições gerais, onde escolherão presidente da República, governadores, senadores, além de deputados federais e estaduais. Caso haja segundo turno, previsto para 25 de outubro, a votação será retomada para os cargos de presidente e/ou governador.

