Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão em um empate técnico nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest. Flávio tem 42% e Lula, 40%. A análise foi feita pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista ao Estúdio I, nesta quarta-feira (15).
Nunes destacou que, pela primeira vez, Flávio aparece numericamente à frente de Lula, embora o cenário ainda esteja dentro da margem de erro. Ele observou que um dos principais fatores para essa mudança é a alteração no comportamento do eleitorado por gênero. Flávio tem uma vantagem entre os homens, enquanto Lula está perdendo apoio entre as mulheres, que foram fundamentais para sua vitória em 2022.
A pesquisa também revela que Flávio está crescendo entre os jovens de 16 a 34 anos, onde possui 46% de intenção de voto, em comparação a 38% de Lula. Entre eleitores de 35 a 59 anos, também há uma tendência de queda para Lula e crescimento para Flávio. No entanto, entre os eleitores com 60 anos ou mais, Lula ainda mantém vantagem.
O recorte por renda mostra que Lula continua a ter um desempenho favorável entre os mais pobres, mas a situação se inverte nas faixas de renda mais alta. Entre eleitores que ganham de 2 a 5 salários mínimos, Flávio tem 47% e Lula, 36%. Nunes ressaltou que esse grupo era o que o governo esperava maior impacto das medidas econômicas.
Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, Flávio também passou a liderar. A pesquisa indica uma redução da vantagem de Lula entre católicos, que agora é de 46% a 38%. Já entre evangélicos, Flávio ganha cada vez mais espaço, com um voto mais conservador.
Nunes enfatizou a importância dos eleitores independentes, que são fundamentais para a mudança no cenário eleitoral. Flávio está ganhando espaço nesse grupo, o que explica seu avanço nas intenções de voto. Além disso, a percepção sobre Flávio está mudando, com um número crescente de independentes acreditando que ele é diferente da sua família.

