Dois empresários de Anápolis, pai e filho, foram presos durante uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) contra um grupo suspeito de explorar o jogo do bicho em todo o Brasil.
As prisões ocorreram entre terça-feira, 7, e quarta-feira, 8 de abril de 2026. Durante esse período, também foram cumpridos mandados em Goiânia e Valparaíso de Goiás. No estado, as equipes executaram ordens de busca e apreensão e outras medidas judiciais relacionadas ao esquema.
No total, foram cumpridas 371 ordens judiciais em cinco estados, que incluíram mandados de prisão, bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens.
O delegado da PCPR, Ricardo Monteiro de Toledo, afirmou que a organização ampliou sua atuação após a união entre grupos de diferentes estados, formando uma estrutura organizada. Ele declarou:
““Os investigados firmaram parcerias com outras organizações criminosas e levaram o sistema de jogos a diversos estados, consolidando uma estrutura com grande capacidade financeira.””
As investigações indicam que o núcleo goiano era responsável pela movimentação dos recursos do grupo. O delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues destacou o volume financeiro envolvido, afirmando:
““O grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões em quatro anos, por meio de centenas de milhares de operações financeiras, muitas delas para ocultar a origem dos valores.””
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos, máquinas de jogos, armas e documentos. Também houve bloqueio de valores que podem chegar a R$ 1,5 bilhão, além do sequestro de veículos, imóveis e outros bens.
A investigação teve início há mais de três anos e identificou o uso de empresas e plataformas digitais para viabilizar apostas ilegais.


