A disputa política entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF) se intensificou após a tentativa da CPI do Crime Organizado de indiciar ministros da Corte. No dia 15 de abril de 2026, o ministro Gilmar Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), acusando-o de abuso de poder.
Em resposta, Vieira afirmou que está protegido pela imunidade parlamentar e que apenas exercia suas funções. A situação não envolve apenas um senador e um ministro, mas reflete uma escalada que atinge duas instituições e levanta a questão de quem controla quem, além de discutir se o Supremo está acima de qualquer tipo de controle.
O STF tem se mostrado resistente a investigações sobre o comportamento de seus integrantes, especialmente em relação ao escândalo do Banco Master. Historicamente, o Senado não exerceu sua prerrogativa de controle sobre a Corte, em grande parte devido a conveniências políticas.
No entanto, com o cenário político eleitoral se aproximando, é possível que essa dinâmica mude nas eleições de outubro, onde a crise de credibilidade do Supremo pode influenciar o resultado.


