A esposa de um sargento do Exército dos Estados Unidos foi libertada na terça-feira, 7 de abril de 2026, após quase uma semana em um centro de detenção para imigrantes. Annie Ramos, de 22 anos, foi presa dentro de uma base militar na Louisiana, poucos dias após seu casamento, enquanto tentava regularizar sua situação como dependente militar.
Ramos, estudante universitária de origem hondurenha, deixou a detenção sob supervisão e com monitoramento por GPS, enquanto responde a um processo de deportação. A informação foi confirmada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
Ela foi detida no dia 2 de abril por agentes do ICE ao tentar se registrar na base onde seu marido, o sargento Matthew Blank, está lotado. O objetivo da visita era obter a identificação militar, acessar benefícios destinados a cônjuges e iniciar o processo de regularização migratória, com a possibilidade futura de um green card. No entanto, Ramos foi algemada e levada sob custódia.
Durante o atendimento, o casal apresentou documentos como certidão de nascimento, passaporte hondurenho e certidão de casamento. Apesar disso, as autoridades a classificaram como “uma imigrante ilegal de Honduras presa após tentar entrar em uma base militar”. Ramos passou cinco dias detida ao lado de centenas de imigrantes enfrentando processos de deportação, em meio ao endurecimento das políticas migratórias do governo Donald Trump.
A jovem vive nos Estados Unidos desde 2005, quando chegou ainda bebê. Segundo autoridades, sua entrada ocorreu de forma irregular, e uma ordem de deportação foi emitida após sua ausência em uma audiência de imigração, quando tinha cerca de 22 meses de idade. O episódio gerou forte repercussão e mobilizou pressão política por sua libertação.
Enquanto os familiares tentavam contatar as autoridades de imigração para garantir que Ramos não fosse deportada, o senador Mark Kelly, do Arizona, estado de origem da família do sargento, contatou Blank para informar que pressionaria pela libertação da hondurenha. Blank, que serve ao Exército há mais de cinco anos e já participou de missões no Oriente Médio e na Europa, descreveu o período como devastador. “Foram os piores dias da minha vida”, disse ele ao jornal americano The New York Times. “Mal posso esperar para levar minha esposa para casa e começar nossa vida juntos.”


