A estiagem prolongada no Paraná resultou em prejuízos de R$ 69 milhões na agricultura, levando 12 municípios a decretarem situação de emergência.
A falta de chuva afeta principalmente as regiões oeste e sudoeste do estado, impactando lavouras, a criação de animais e o abastecimento de água.
Em Capanema, um dos municípios mais afetados, as perdas são estimadas em R$ 69 milhões, conforme informações da prefeitura, que também decretou situação de emergência.
Além de Capanema, os municípios de Boa Vista da Aparecida, Iretama, Laranjal, Santa Helena, Espigão Alto do Iguaçu, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Santa Mariana, Terra Rica, Antonina e Borrazópolis também declararam emergência.
O volume de chuva em março em Capanema foi de apenas 27% do esperado, segundo levantamento do Climatempo. Nos últimos três meses, o acumulado foi de 168,5 milímetros, menos da metade dos 438 milímetros previstos para o período.
A escassez de água comprometeu o desenvolvimento das plantações, com produtores relatando perdas totais em algumas áreas. O agricultor Valdair Rogério Barth afirmou:
““Essa área de milho foi plantada em janeiro e praticamente não teve chuva depois. Está totalmente perdida. Nem para trato serve.””
Ele também mencionou problemas em lavouras mais recentes:
““Teve previsão de chuva, mas choveu só 7 milímetros. O milho nasceu e morreu. Não sobrou nada.””
A seca também impacta a criação de animais, com falta de água até para o consumo do rebanho. Barth comentou:
““A gente busca água onde ainda tem e leva de tanque para ajudar vizinhos. É uma forma de garantir o mínimo para os animais.””
Segundo a prefeitura de Capanema, cerca de 1.600 pessoas foram afetadas pela estiagem, com pelo menos 424 recebendo água por caminhões-pipa. O município registrou uma queda de mais de 20% nas reservas hídricas.
A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) informou que as culturas mais afetadas são o milho e o feijão da segunda safra, com perdas que podem chegar a 50%, dependendo da época do plantio.

