A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) é um procedimento que pode ajudar pacientes com Parkinson a retomar a autonomia. A doença, que afeta a produção de dopamina no cérebro, causa sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão dos movimentos.
A professora Norma, diagnosticada com Parkinson em 2016, enfrentou dificuldades em sua rotina, mas encontrou no DBS uma alternativa. O procedimento consiste na implantação de um estimulador no tórax e dois eletrodos no cérebro, que enviam estímulos elétricos para regular os movimentos.
Após avaliação de uma equipe multidisciplinar, Norma foi considerada elegível para o DBS e organizou uma “vaquinha” para viabilizar a cirurgia, realizada em 2023. A neurologista Sara Casagrande explica que o DBS é indicado quando os medicamentos não garantem controle estável dos sintomas.
Norma relata:
““Depois do DBS, tudo mudou. Eu considero esse o dia em que nasci de novo.””
Após o procedimento, ela conseguiu retomar atividades como dançar e andar de moto.
Estudos clínicos mostram que o DBS pode proporcionar até 10 horas de controle eficaz dos sintomas motores por dia e uma melhora de cerca de 51% na função motora após um ano. Além disso, 96% dos pacientes que realizaram o procedimento fariam novamente.
Embora o DBS não atue sobre sintomas não motores do Parkinson, muitos pacientes relatam uma melhora no bem-estar e na qualidade de vida. A Boston Scientific, que trouxe o tratamento para o Brasil em 2016, oferece informações e suporte para pacientes e familiares através do portal Viver com Parkinson.
Para mais informações sobre o DBS e médicos especialistas, acesse o portal Viver com Parkinson.


