A morte de Jesus Cristo, lembrada por fiéis durante o feriado da Páscoa no próximo domingo (5), é objeto de investigação científica há décadas. Um estudo publicado no Brazilian Journal of Biological Sciences aponta que a morte de Jesus deve ser compreendida como resultado de uma combinação de fatores fisiológicos extremos.
Segundo a análise, o processo começou antes mesmo da crucificação, com episódios de estresse intenso e violência física que levaram a um quadro de choque hipovolêmico, causado por grande perda de sangue. Durante a flagelação, prática comum no Império Romano, lesões profundas provocaram hemorragias significativas e dor intensa, comprometendo o estado geral da vítima.
Na cruz, o posicionamento do corpo agravava rapidamente o quadro clínico. Com os braços estendidos e o peso sustentado por pregos nos punhos e pés, a respiração se tornava progressivamente mais difícil. Para conseguir inspirar, o crucificado precisava se erguer apoiando-se nos pés, um movimento extremamente doloroso. Com o tempo, a fadiga muscular impedia esse esforço, levando à queda na oxigenação do sangue e ao acúmulo de dióxido de carbono.
Esse processo gerava acidose, um desequilíbrio químico no organismo, contribuindo para arritmias cardíacas, hipoxia e, por fim, falência respiratória. Relatos históricos mencionam ainda a perfuração do tórax por uma lança, compatível com lesão cardíaca ou pulmonar grave, podendo causar tamponamento cardíaco, que impede o funcionamento do coração.
A conclusão predominante entre especialistas é que Jesus morreu por falência cardiorrespiratória multifatorial, resultado da interação entre trauma físico severo, choque, insuficiência respiratória e colapso circulatório. Apesar de debates acadêmicos sobre detalhes específicos, há consenso de que a crucificação foi um processo lento, extremamente doloroso e fisiologicamente devastador.

