Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Estudo desmistifica relação entre emoções reprimidas e câncer
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Estudo desmistifica relação entre emoções reprimidas e câncer

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de abril de 2026 15:00
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um estudo recente questiona a crença de que emoções reprimidas, luto e sofrimento podem causar câncer. A pesquisa indica que essa ideia não possui respaldo científico e pode gerar culpa desnecessária nos pacientes.

O câncer é uma doença complexa, com estimativas de que 90 a 95% dos casos sejam resultantes de mutações ao longo da vida, influenciadas por fatores ambientais, estilo de vida e genética. A inclusão do estresse e emoções reprimidas como causas principais pode culpar o paciente por sua própria condição, o que não é verdadeiro.

A pesquisa analisou dados de 421.799 indivíduos e considerou fatores psicossociais como suporte social percebido, luto, estado civil, neuroticismo e sofrimento psicológico. Os resultados mostraram que nenhum desses fatores estava associado a um risco elevado de câncer em geral ou a tipos específicos, como câncer de mama, próstata e colorretal.

Embora a percepção de apoio social, a ausência de um relacionamento e a perda de um ente querido tenham sido associados a um risco maior de câncer de pulmão, esses riscos diminuíram após ajustes para fatores conhecidos, como tabagismo e histórico familiar de câncer. Isso indica que comportamento e exposição ambiental são determinantes mais relevantes.

As conclusões foram consistentes para homens e mulheres, e a robustez metodológica do estudo, com uma amostra ampla e acompanhamento consistente, fortalece a confiabilidade dos resultados.

Apesar de fatores emocionais não estarem ligados ao risco de câncer, a saúde mental continua sendo crucial durante o tratamento. O diagnóstico oncológico pode gerar ansiedade e incertezas, impactando a adesão ao tratamento e a qualidade de vida do paciente. O suporte psicológico é essencial para um tratamento oncológico humanizado e baseado em evidências.

“Ramon Andrade de Mello é oncologista, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia e pesquisador sênior do CNPQ.”

Notícia Anterior MP do Rio solicita afastamento do presidente do Rioprevidência
Próximo notícia Mailza Assis apresenta estratégias de gestão para saúde e infraestrutura no Acre
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta