Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Princeton e da Fundação Simons identificou quatro subtipos de autismo. A pesquisa foi publicada na revista Nature Genetics e analisou dados de mais de 5 mil participantes com idades entre 4 e 18 anos.
O autismo é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento e envolve diferentes formas de processamento sensorial, cognitivo e social. A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o termo “espectro” para definir a condição, reconhecendo a diversidade de manifestações.
Os pesquisadores utilizaram um modelo computacional para agrupar indivíduos com base em mais de 230 características observáveis e mensuráveis, resultando em quatro subtipos distintos.
O primeiro grupo, que representa 37% dos participantes, apresenta desafios sociais e comportamentais, mas seu desenvolvimento ocorre em um ritmo semelhante ao de crianças neurotípicas. Este grupo frequentemente apresenta condições como TDAH, ansiedade e depressão.
O segundo grupo, que corresponde a 19% dos participantes, é caracterizado por atrasos no desenvolvimento, como dificuldades para caminhar e falar, mas raramente apresenta sinais de ansiedade ou comportamentos disruptivos.
O terceiro grupo, que abrange 34% dos participantes, mostra comportamentos centrais do autismo, porém com menor intensidade. O desenvolvimento desses indivíduos acompanha o da população geral e as condições psiquiátricas são praticamente inexistentes.
Por fim, o menor grupo, com 10% dos participantes, enfrenta desafios severos, incluindo atrasos no desenvolvimento e dificuldades sociais intensas, além de múltiplas condições psiquiátricas associadas.
A coautora Chandra Theesfeld destacou que a definição de subtipos permite investigar processos genéticos e biológicos específicos, revolucionando a pesquisa e o atendimento clínico do autismo. A coautora Jennifer Foss-Feig ressaltou que essa descoberta pode ajudar famílias a entender melhor os sintomas que seus filhos podem apresentar ao longo da vida.


