O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, está considerando suspender a Espanha da Otan e rever sua posição sobre a soberania das ilhas Malvinas. As medidas visam punir aliados pela falta de cooperação na guerra contra o Irã, conforme revelou a agência de notícias Reuters nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026.
As possíveis ações foram discutidas internamente no Pentágono, em troca de e-mails, e foram apresentadas por uma autoridade do governo norte-americano. Os EUA, como membro mais poderoso da Otan, solicitaram apoio dos demais países da aliança, incluindo Canadá e nações europeias, para auxiliar nas operações no Oriente Médio. No entanto, os aliados se recusaram a participar ativamente do conflito, alegando que não desejam se envolver em confrontos com Teerã.
Ainda não está claro como os EUA poderiam efetivamente suspender a Espanha da Otan, uma vez que o tratado fundador da aliança militar não prevê um mecanismo para tal ação, conforme confirmado por uma fonte da Otan.
Sobre as ilhas Malvinas, os EUA consideram que o arquipélago pertence ao Reino Unido, apesar de estar localizado na costa da Argentina. Uma mudança na posição dos EUA em relação à soberania das Malvinas seria incomum entre os aliados históricos. O governo britânico reafirmou sua soberania sobre as ilhas, com um porta-voz do premiê Keir Starmer afirmando que a posição do Reino Unido é clara e consistente.
““Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas. Ela é de longa data e não mudou”, disse o porta-voz.”
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarou em coletiva que os EUA “merecem aliados que sejam leais” e criticou os europeus pela falta de apoio no conflito contra o Irã. Ele afirmou:
““Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam mais do Estreito de Ormuz do que a gente. Eles precisam parar de falar tanto e fazer reuniões chiques, e começar a agir mais.””
Diversos líderes europeus se manifestaram em defesa da Espanha após a divulgação das informações. O governo da Alemanha declarou que questionar a participação da Espanha na Otan está fora de questão, enquanto a primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, ressaltou a importância da unidade da Otan.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, afirmou que não especulará sobre e-mails internos e que considerará apenas documentos ou declarações oficiais do governo dos EUA.
O porta-voz do governo britânico também comentou sobre a possibilidade de pressão dos EUA sobre o Reino Unido em relação à guerra contra o Irã, afirmando que o premiê Keir Starmer já abordou o assunto e que essa pressão não o afetará, reiterando que sempre agirá no interesse nacional.


