Uma polêmica recente reacendeu o debate sobre a exploração no mercado de moda e mídia. Plum Sykes, ex-assistente de Anna Wintour e considerada inspiração para a personagem Emily do filme O Diabo Veste Prada, foi criticada por empregar estudantes sem remuneração em seu blog pessoal.
Segundo o The Guardian, Sykes utiliza estagiários para gestão de redes sociais, produção de conteúdo, análise de dados e elaboração de newsletters com milhares de assinantes, sendo parte deles pagantes, que pagam 65 libras esterlinas (aproximadamente R$ 440) para acessar suas reflexões. Apesar disso, os colaboradores não recebem pagamento.
A situação levantou questionamentos legais e éticos. No Reino Unido, estágios não remunerados são permitidos apenas em condições específicas, como atividades observacionais ou vinculadas ao estudo. Críticos argumentam que os estudantes desempenham funções produtivas, o que poderia caracterizar trabalho.
““Não há lugar em 2026 para não pagar colaboradores, independentemente da função”, afirmou Pandora Sykes, ex-editora de revistas.”
Plum Sykes, que é retratada no filme como vítima de assédio moral na cultura tóxica das revistas de moda, defende seu modelo de trabalho, alegando que oferece aprendizado, contatos e créditos acadêmicos. Ela afirmou:
““Existe uma grande diferença legal entre experiência profissional e um estágio formal e remunerado, o que não é o caso aqui. É algo muito informal. Eles às vezes realizam tarefas pontuais para mim, sem horário fixo, e todas as tarefas que realizam são totalmente voluntárias.””
A editora admite não remunerar os colaboradores, mas expressa a esperança de que isso possa mudar.

